Faz três anos. Faz oito anos. Para algumas pessoas, mais de uma década. E cada ano que passa, a vontade de voltar ao dentista fica menor, e a vergonha de voltar fica maior.
Se você se identifica com isso, vale saber de uma coisa: você não é a única pessoa nessa situação, e ninguém no consultório vai te tratar como se fosse.
Por que a vergonha aparece
A vergonha de voltar ao dentista depois de muito tempo tem uma lógica própria. Quanto mais tempo passa sem cuidado, mais os problemas se acumulam, seja no aspecto visual dos dentes, seja no volume de tratamento necessário. E quanto maior esse acúmulo, mais a pessoa acredita que vai ser julgada por isso.
Tem dúvidas sobre este assunto? Fale com a Dra. Tainá pelo WhatsApp.
Esse pensamento é comum, mas raramente corresponde à realidade do consultório. Profissionais que atendem pacientes com medo sabem que o afastamento quase sempre tem uma causa concreta: uma experiência ruim no passado, ansiedade intensa, uma mudança de cidade que interrompeu o acompanhamento, ou simplesmente a vida que foi empurrando a prioridade para depois. Vergonha não muda esse quadro, só atrasa a solução.
Quem mais adia por vergonha
Esse cenário aparece em perfis bem diferentes: adultos que tiveram uma infância cheia de consultas traumáticas e nunca mais voltaram por conta própria, pessoas que passaram por um período difícil da vida em que a saúde bucal ficou em segundo plano, e quem simplesmente foi adiando ano após ano até perder a conta de quanto tempo realmente passou. Não existe um perfil único, e não existe também um “tempo limite” a partir do qual seria tarde demais para voltar.
O que realmente acontece na primeira consulta
Ao contrário do que a imaginação de quem está ansioso costuma construir, a primeira consulta não começa com cobranças. Começa com uma conversa.
Na consulta com a Dra. Tainá, o objetivo inicial é entender a situação: há quanto tempo você não vai ao dentista, o que te afastou, se existe dor ou desconforto no momento, e o que você espera do atendimento. Nenhum procedimento é feito nessa etapa sem que você concorde e esteja pronto para isso.
Depois da conversa, uma avaliação clínica mostra o que precisa ser feito. É comum que o quadro pareça mais grave na cabeça do paciente do que na avaliação real, principalmente depois de anos imaginando o pior cenário possível. E mesmo quando o tratamento necessário é mais extenso, ele costuma ser dividido em etapas, começando pelo que gera menos desconforto, para construir confiança aos poucos, uma consulta de cada vez.
Não existe bronca. Não existe cobrança por ter demorado a voltar. Existe um plano, construído para a sua situação específica, no seu ritmo.
Sedação consciente, se for preciso
Para quem sente muita ansiedade só de pensar em voltar, a sedação consciente com óxido nitroso é um recurso disponível. Ela não é usada em todo atendimento, mas está lá para quem precisa: você inala uma mistura que provoca relaxamento profundo, permanece consciente e responsivo durante todo o procedimento, e sai da sedação poucos minutos depois do fim do atendimento, podendo retomar a rotina normalmente.
A decisão de usar sedação ou não depende de uma avaliação individual, considerando o seu histórico de saúde e o seu nível de ansiedade no momento da consulta. Não é obrigatória, e não é para todo caso, mas ajuda bastante quem trava só de imaginar a cadeira do dentista, mesmo sabendo que precisa voltar.
Como começar a mensagem
Se você não sabe nem por onde começar, uma mensagem simples já resolve: contar há quanto tempo você não vai ao dentista, dizer que sente vergonha ou medo de voltar, e perguntar como funciona o atendimento. Não precisa explicar detalhes nem se justificar. A equipe já está preparada para esse tipo de contato e vai te orientar sobre os próximos passos, sem pressa.
O que muda quando você retoma o cuidado
Voltar ao dentista depois de muito tempo não exige resolver tudo de uma vez. A primeira consulta serve principalmente para mapear a situação e organizar prioridades, não para executar um tratamento inteiro no mesmo dia.
A partir daí, cada consulta seguinte tende a ficar um pouco mais tranquila que a anterior, à medida que você conhece o espaço, a equipe e o próprio ritmo do atendimento. Isso não significa que o medo desaparece de uma vez. Significa que ele fica mais administrável, consulta após consulta, o que já é suficiente para viabilizar o cuidado necessário.
Se em algum momento a ansiedade for maior do que o esperado, o sinal de pausa combinado antes de começar continua valendo em qualquer consulta, não só na primeira. Você mantém o controle sobre o próprio ritmo do início ao fim do acompanhamento, mesmo depois de retomar.
O primeiro passo não precisa ser a consulta
Se o que te impede é a vergonha, o primeiro passo não precisa ser marcar uma consulta direto. Pode ser só uma mensagem pelo WhatsApp, sem compromisso de agendar nada ainda.
Não existe tempo de ausência que justifique vergonha diante de quem está ali para ajudar, e não existe boca “longe demais” de receber cuidado. O que existe é o momento certo para você, e talvez esse momento seja agora.
Prefere conversar direto sobre o seu caso? Chame a Dra. Tainá no WhatsApp.
Como agendar
Fale pelo WhatsApp e diga que faz tempo que não vai ao dentista. A Dra. Tainá Belline, formada pela USP, atende na Lapa, em Sorocaba e na Mooca. Se quiser entender melhor o que é odontofobia antes de marcar, esse é um bom ponto de partida.